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AS SATYRAS

De

DECIO JUNIO JUVENAL,

PRINCIPE DOS POETAS SATYRICOS.

TRADUZIDAS

POR

Francisco Antonio Martins Bastos.

PARTE PRIMEIRA.

LISBOA.

IMPRENSA DE CANDIDO A. DA S. CARVALHO,
Travessa do Monturo do Collegio n.o 13.

1839.

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PREFACIO.

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apreço que o Publico fez da minha versão de Persio, me animoų a tratar da publicação das Satyras de Juvenal. Na verdade, o juizo que daquella traducção fizerão os Illustres Redactores do Jofnal o Director N.“ 208, e do Nacionat N 1173 bem come pensão o meu trabalho: além destes Senhores, muitas Pessoas de abalisados talentos receberão com gosto a minha producção; o que não obstante, desagradou a alguns genios, que presando alfarrabios de Commentadores, quérião huma traducção Poetica feita a modo de Par Velho, ou exposição litteral das palavras, cuidando que a omissão de huma palavra a substituição de kum termo, hu

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ma exposição de sentido que muitas vezes não encontrão em outra parte, he hum defeito; como se todos fossem obrigados a seguir as opiniões alheias! Eu me desviei de proposito então, e agora faço o mesmo, por isso muitas vezes (principalmente nos lugares perigosos de Juvenal) acharão á primeira vista huma traducção bem livre, porém se meditarem com attenção, descortinarão o verdadeiro espirito do Author Original. ob ob tay Como traduzir hum Author, hea prova mais decidida que se pode dar da estimação, que delle se faz, tambem estampar a sua biographia á testa da versão, não he menor testemu nho do respeito, que se deve á sua me moria, e he por assim dizer, appresentar ao publico o retrato do original com todas as cores, que exprimem suas feições moraes, contidas nos es criptos do Author que se traduz. Taes razões me obrigão a dar huma idéa de Juvenal, venal, segundo me foi possivel descobrir em diversos criticos, que consulte

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A primeira difficuldade que se me

appresentou foi, não, o saber o lugar do seu nascimento; elle mesmo diz que era natural de Aquino; mas sim o tempo do seu nascimento, sobre que não concordão os expositores; averiguando este objecto, e combinando épochas, acho que nasceu no anno 54 da Era de J. C. nos primeiros annos do Imperio de Nero.

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A segunda difficuldade foi acertar com o verdadeiro nome do Poeta, que em algumas edicções he Decimo, em outras, e como eu accredito ser, he Decio. Consultando uma pequena edição que possuo, feita em Londres em 1744 acho Decio, e o mesmo na do P. Tarteron, Pariz 1752, do P. Juvency, Pariz 1771, de Mr. Duboys la Molignière, Pariz 1801, no Diccionario Històrico de Mr. L'Avocat, Pariz 1758, não achando Decimo, nem Decio nas edicções de Mancinello de 1511, 1515, 1533 que só trazem Junius Juvenalis, e só na de 1523 tem Decius: tambem escreve só Junius Juvenalis, Britannico nas edicções de 1515, 1522, 1539, e 1613: a de Luiz do Prado, adusum Delphinis, Pariz 1684

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